Quem lê a Divergent Beats sabe: não é a primeira vez que a gente escreve sobre artistas vindos de Santos. E isso já deixou claro pra gente há muito tempo — existe uma vibração sonora naquela cidade. Uma vibração que mistura mar, vento, liberdade e uma sonoridade que caminha entre o rock, o electropop e o pop alternativo de um jeito muito próprio.

E a gente ama isso. Ama quando um lugar cria identidade. Ama quando isso transparece na música. E no momento em que recebemos a faixa de Cxldeira, foi exatamente isso que pensamos: “olha que coisa bonita… que coisa interessante… que coisa verdadeira”.

Cxldeira, nome artístico de Roberto, carrega essa relação com a música desde sempre. Cresceu entre CDs dos pais, rádio ligado na casa dos avós, absorvendo tudo sem nem perceber que aquilo já estava formando quem ele seria. Ainda criança, já escrevia, já sentia diferente, já tinha uma sensibilidade que não se explica — só se vive. Passou por uma banda de rock entre 2018 e 2019, mas a vida levou pra outros caminhos, universidade, responsabilidades… só que a música nunca saiu. Ele só ficou ali, esperando o momento certo. E esse momento chegou agora.

Eu Quero Sempre Mais não é só um single. É o começo de uma nova fase. É o momento em que Cxldeira decide se colocar de verdade, na linha de frente, explorando quem ele é hoje — não quem ele era antes.

A demo nasceu dele, crua, ainda com essa energia mais rock, mas ganhou uma nova dimensão nas mãos de Mothmat, que conseguiu transformar tudo em um pop alternativo cheio de textura, com timbres que flutuam entre guitarras e sintetizadores, criando uma sonoridade moderna, mas ainda carregada de emoção.

E essa emoção… é o coração da música.

Porque Eu Quero Sempre Mais é sobre amor. Mas não aquele amor idealizado, eterno. É sobre aquele amor que é intenso, quente, quase perfeito… mas só naquele momento. Aquele amor que existe como uma noite de verão na praia. O vento, o sal na pele, o calor, as ondas, tudo alinhado — mas que você já sabe, lá no fundo, que não vai durar. E mesmo assim, você se joga.

E é exatamente isso que a música faz com a gente.

Ela começa e já te envolve. É gostosa, é diferente, tem identidade. E aquele refrão

“eu quero mais, eu quero sempre mais, eu quero sentir mais”

entra na cabeça de um jeito absurdo. Daqueles em que você termina a música e continua repetindo sem perceber, durante o dia inteiro. Mas o que mais pega… é o final. Aquele momento em que tudo desacelera dentro de você, onde você só quer fechar os olhos e sentir.

Porque de repente, você não está mais só ouvindo.

Você está lá.

Na praia.

Com o som alto no fone, o vento batendo, o corpo leve, a liberdade de ser quem você quiser naquele instante. Dançando, vivendo, amando… mesmo sabendo que aquilo talvez não continue depois. E talvez seja exatamente isso que torna tudo tão forte.

Cxldeira conseguiu transformar essa sensação em música. E isso não é fácil.

Porque aqui tem identidade. Tem personalidade. Tem verdade.

E isso a gente reconhece na hora.

Eu Quero Sempre Mais não é só uma boa estreia. É um sinal claro de que tem um artista ali que sabe o que quer dizer — e mais importante, sabe como fazer a gente sentir.

E a gente sentiu.

Muito.

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