A gente já tinha falado da MATER aqui no Divergent Beats. E a gente já tinha avisado: essa banda não ia passar despercebida.
Quando eles lançaram “Sem Você”, no ano passado, foi impossível não se apaixonar — pela voz, pela honestidade, pelo som que dói, mas acolhe. Desde então, ficamos naquele estado de espera silenciosa, curiosa, quase ansiosa, pensando: qual vai ser o próximo passo?

E aí veio “Desamor”.

Assim que o anúncio do single apareceu, a expectativa virou contagem regressiva emocional. E não, não estávamos prontos — mas foi exatamente isso que tornou tudo ainda mais bonito.

Desamor chega acompanhada de um visualizer, e junto com ele vem o verdadeiro peso da canção. Não é só música: é sentimento em estado bruto. É dor que não pede desculpa. É vulnerabilidade sem filtro.
A faixa é estranhamente linda de tão sofrida. Daquelas que apertam o peito, mas a gente não quer tirar do repeat.

O refrão — “me joguei, me quebrei de novo” — é uma dessas frases que atravessam. Simples, direta, devastadora. Uma bomba emocional. E quando lembramos que, dias antes do lançamento, a banda avisou que estava prestes a soltar “um single que vai fazer chorar de novo”, só dá pra dizer: missão cumprida.

Musicalmente, tudo em Desamor parece pensado no detalhe certo. A melodia abraça o sentimento sem exagerar. As guitarras carregam peso, mas também silêncio. O arranjo sabe quando respirar e quando doer. É uma canção que pede fone de ouvido, volume médio-alto e coração aberto.

A colaboração com John Bianchi eleva tudo ainda mais. John não entra como feat decorativo — ele entra como parte da ferida. Sua voz, já conhecida pela intensidade e pela entrega emocional, se encaixa perfeitamente no universo da MATER. Juntos, eles criam algo que soa verdadeiro, orgânico, necessário. Uma combinação que fortalece a identidade da banda e amplia ainda mais o alcance emocional da música.

Pra quem ainda não conhece: MATER é uma banda de indie rock formada na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, transitando entre o indie pop, o emo e o rock alternativo. Atualmente formada por Caio (vocal), Pedro (guitarra), Beto (guitarra) e Ricardo (baixo), a banda se prepara para lançar seu primeiro álbum de estúdio em 2026, e Desamor é mais uma peça importante desse caminho.

John Bianchi é um nome forte da cena alternativa carioca. Vencedor de diversos editais e festivais, com EP e álbum lançados, ele se prepara para o lançamento do seu segundo disco, “Sinestesia”, previsto para maio de 2026. Seu timbre único e sua presença emocional fazem dele um artista que não passa batido — e aqui, ele soma, não subtrai.

Desamor é um daqueles singles que não tentam ser universais, mas acabam sendo. Porque todo mundo, em algum momento, já se jogou. Já se quebrou. Já tentou de novo.
É uma música de beleza pura, de uma genuinidade rara, feita por artistas que não têm medo de sentir — e muito menos de mostrar isso.

A gente só consegue pensar em uma coisa agora: o que vem depois?
Se for nessa intensidade, nessa honestidade e nessa entrega, temos certeza absoluta de que a MATER ainda vai nos deixar de boca aberta muitas outras vezes.

E a gente vai estar aqui, sentindo tudo junto.



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