No Divergent Beats, a gente segue em movimento constante. Escutando, pesquisando, atravessando sons que não querem apenas ser ouvidos — querem ser sentidos. Foi nesse fluxo que encontramos Érico, um artista brasileiro que constrói sua trajetória com tempo, intenção e profundidade.

Ativo desde 2020, Érico vem desenhando um percurso sonoro marcado por transformações conscientes. Começou explorando uma estética mais pop com o single Adeus, e em 2022 apresentou um redirecionamento claro com Meter O Vazare, acompanhado de releituras de faixas anteriores. Já ali, ficava evidente que sua música não era estática: ela cresce, muda e acompanha os estados emocionais do próprio artista.

Esse processo culmina em 2025 com o lançamento de ESPECTRO Vol. I, seu trabalho mais denso e conceitual até agora.

Mas o nosso primeiro contato com Érico aconteceu um pouco depois.

Em 10 de dezembro, ele lançou o single duplo Bode / Carta — e foi amor à primeira escuta. Desde os primeiros segundos, algo chama atenção: a voz carrega peso e fragilidade ao mesmo tempo, enquanto a produção cria um espaço sonoro que respira. Não há excessos. Tudo está ali para servir à mensagem.

Érico consegue algo raro: alinhar música, letra, melodia e atmosfera de forma extremamente consciente. Cada elemento conversa com o outro. O resultado é uma canção que não grita, mas permanece.

Depois disso, fomos direto ao álbum.

Lançado em 8 de agosto de 2025, ESPECTRO Vol. I é mais do que um disco — é uma experiência sensorial e emocional. O próprio artista deixou o convite claro em suas redes: “fones. silêncio. luz apagada. e entre uma faixa e outra, ele vai se revelar.

A gente seguiu exatamente assim.

E o que encontramos foi um álbum absurdo, no melhor sentido possível. ESPECTRO Vol. I percorre estados emocionais que vivem nas bordas: entre presença e ausência, amor e perda, lembrança e esquecimento. É um trabalho que atravessa o corpo e a mente, fazendo a gente refletir sobre o agora, o passado e o que ainda ecoa dentro da gente.

Cada faixa parece carregar um fragmento diferente desse espectro emocional. Não existe uma leitura única. Cada pessoa escuta um espectro diferente — e isso é parte da beleza do projeto.

No Divergent Beats, a sensação é muito clara: Érico é um artista excepcional. Um daqueles nomes que estão, silenciosamente, mudando algo na música brasileira. Não pelo hype, mas pela profundidade. Não pela pressa, mas pela verdade.

Sua música pede tempo, escuta e entrega. E quando a gente aceita esse convite, a travessia vale cada segundo.



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