Descobrir uma banda no momento certo é quase um privilégio.
Com a MATER, a sensação é exatamente essa.
Formada na Baixada Fluminense (RJ), a MATER surge como uma dessas bandas que não precisam gritar para serem ouvidas. Seu som caminha entre o indie rock, o indie pop, o emo e o rock alternativo, com uma identidade clara, emocional e extremamente atual. Caio (vocal), Pedro (guitarra), Beto (guitarra) e Ricardo (baixo) constroem músicas que soam jovens, vivas e honestas — sem excessos, sem máscaras.
Desde o primeiro contato, ficou impossível não se apaixonar pelo timbre da voz, pela atmosfera fresca e pela forma como tudo se encaixa com naturalidade. Mas foi ao ouvir Sem Você com atenção que entendemos: aqui tem algo especial acontecendo.
Sem Você: o silêncio que dói
Lançado no dia 12 de dezembro, Sem Você é daqueles singles que chegam devagar e ficam. A canção fala sobre ausência, sobre o que resta quando alguém vai embora — e sobre tudo o que não foi dito. Existe uma delicadeza na construção, quase doce, que contrasta lindamente com a base de rock alternativo que sustenta a faixa.
É impossível não se emocionar. Sem Você soa como uma carta aberta, um recado que talvez nunca chegue ao destino certo, mas que precisava ser escrito. Há um verso — “E se não vem a cabo” — que nos atravessou de forma direta e profunda. É simples, é honesto, é devastador.
A MATER consegue transformar dor em melodia sem cair no óbvio. O resultado é uma música que faz chorar, mas também faz sentir companhia. Daquelas que você escuta em silêncio, com o coração aberto.
Por que a MATER importa
No Divergent Beats, somos movidos por descobertas assim. Artistas que fazem música com verdade, sem medo da vulnerabilidade. A MATER é fresca, intensa e necessária — e nos lembra por que o indie brasileiro segue tão vivo.
Sabendo que a banda prepara seu primeiro álbum de estúdio para 2026, a expectativa só cresce. Se Sem Você é o ponto de partida, temos certeza de que algo muito bonito está sendo construído. Um disco que promete emocionar, marcar e, quem sabe, se tornar um daqueles trabalhos que ficam.
A MATER é daquelas bandas que a gente descobre cedo e acompanha de perto.
E nós mal podemos esperar para ouvir o que vem depois.



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