A música pop brasileira sempre teve seus visionários — artistas que tratam a pista de dança como poesia, a estética como linguagem e o pop como tecnologia emocional.

Entre eles, Davi Sabbag é, sem exagero, um dos nomes mais importantes da última década.

Para quem viveu a explosão da música alternativa-pop nos anos 2010, Davi não é apenas um artista: é uma força. De Banda Uó ao universo solo, ele sempre navegou entre o pop, o eletrônico, o brega, o R&B e o experimental com uma naturalidade rara. Cada projeto parecia lapidado à mão — ele é desses criadores que entendem o som não como produto, mas como artesania.

E agora, em 2025, ele retorna com um álbum que muda o jogo.

ÅNJO MAÜ (Anjo Mau): o comeback mais gostoso e inesperado da era

Seu novo álbum chega como uma fusão deliciosa de eurodance, electropop, club energy, sensualidade sonora e aquele futurismo intuitivo que só Davi sabe traduzir.

Não é simplesmente a continuação da sua carreira — é uma reinvenção, um renascimento, um portal.

A produção é afiada e extremamente prazerosa:

• synths brilhando como neon molhado,

• batidas quentes, cheias de erotismo e liberdade,

• escolhas vocais cristalinas e poderosas.

É Davi na sua versão mais livre, mais madura e mais estética.

O resultado é um álbum que consegue ser surpreendentemente novo, mantendo o DNA emocional que sempre fez de Davi uma figura única na cena.

Tem ecos de Banda Uó? Tem.

Tem assinatura dele? Muito.

Mas tem, acima de tudo, um artista expandido, pronto para mostrar camadas que ainda não tínhamos visto.

A gente acompanha o trabalho do Davi há anos — desde a época de Banda Uó — e sempre vimos nele um artista completo, com uma visão estética e sonora que poucos conseguem alcançar.

Mas ÅNJO MAÜ é especial.

É diferente.

É outro nível.

O álbum é gostoso, dançante, europeu na essência e brasileiro na alma.

Tem referências fortes, entrega personalidade e ainda assim conversa com toda a trajetória que Davi construiu até aqui.

Tudo funciona:

• a capa, lindíssima;

• as cores, vibrantes e certeiras;

• os visuais, coesos e instigantes;

• os vídeos, cinematográficos e autorais.

E a voz…

Que voz.

Ele canta com força, delicadeza, corpo e intenção — e isso salta das faixas como um manifesto.

Esse álbum abre um novo capítulo na carreira dele — mais eletrizante, mais ousado, mais club, mais Davi do que nunca.

ÅNJO MAÜ é um álbum para dançar, para vibrar, para sentir.

E, honestamente, é um projeto que o Brasil precisava ouvir.

Ivan Jude Gorini



DAVÍ SABBAG AND THE REBIRTH OF AN ICON — ANJO MAU IS THE SHIFT WE NEEDED

Brazilian pop has always been shaped by its boldest creators — artists who treat dancefloors as emotional archives and aesthetics as storytelling.

Among them, Davi Sabbag stands out as one of the most influential voices of the last decade.

For those who lived through the rise of Brazil’s alternative-pop scene in the 2010s, Davi isn’t just a musician — he’s an energy.

From Banda Uó to his solo journey, he has moved effortlessly between pop, electronic, brega, R&B and experimental soundscapes, always with an artisan’s precision.

And now, in 2025, he returns with a record that feels like evolution in its purest form.

ÅNJO MAÜ (Anjo Mau): the most delicious and unexpected comeback of the year

His new album arrives as a vibrant collision of eurodance, electronic pop, club culture, sensual textures and that futuristic instinct only Davi can create.

It’s not simply a continuation — it’s a reinvention, a rebirth, a portal.

The production is sleek and addictive:

• neon-bright synths,

• warm, sensual rhythms,

• sharp, expressive vocal delivery.

It’s Davi at his most liberated and most mature.

The album feels fresh, innovative and deeply emotional, echoing the roots of his musical DNA while pushing everything forward.

Yes, there are subtle nods to Banda Uó.

Yes, the Davi signature is unmistakable.

But above all, there is an expanded artist, exploring new frontiers.

We’ve followed Davi for years — all the way back to Banda Uó — and we’ve always seen him as a complete, visionary performer with an unmatched sense of sound and aesthetic identity.

But ÅNJO MAÜ is something else.

It’s different.

It’s a new level.

It’s delicious, dance-shaped, European in attitude yet deeply Brazilian in soul.

It connects everything he has done with everything he is becoming.

Everything works beautifully:

• the cover art, stunning;

• the colour palette, bold and intentional;

• the visual concept, cohesive and seductive;

• the videos, crisp and artistic.

And the voice…

What a voice.

Expressive, emotional, textured — it cuts through everything with purpose.

This record opens a new chapter in his artistry — more electric, more daring, more club-driven, more Davi than ever before.

ÅNJO MAÜ is a record to dance to, to sweat to, to live with.

And without doubt, it’s one of the strongest releases of his entire career.

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