A música indie experimental brasileira não para de nos surpreender, e com a Sonial não foi diferente. Depois de termos nos apaixonado pelo single “Joana”, o EP Calunga Grande chega para mostrar que a banda de São Paulo está pronta para redefinir o cenário do rock progressivo com pitadas de psicodelia e fortes conexões com tradições culturais e espirituais. Nós da Divergent Beats ficamos completamente encantados pelo poder e pela profundidade desse trabalho — sonoro, visual e simbólico.

Formada por Bruno Hideaki (vocal, guitarra e percussão), Lucas Vilarinho (guitarra), Vitor Alves (baixo e sampler), Leonardo Galeano (teclado, violao e guitarra), Caetano Farias (flauta, sax e clarinete),Caué Verde (acordeon e sintetizador), Kaique Pássaros (trompete) e Marco Henrique (bateria), a Sonial nasceu com o objetivo de explorar o rock experimental brasileiro. Suas composições transitam entre a psicodelia e elementos regionais, questionando a humanidade, a espiritualidade e a vida cotidiana, com letras profundas e reflexivas. A banda se consolida como uma força emergente, que desafia padrões e propõe novas formas de conexão sonora com o público.

Lançado hoje 8 de dezembro de 2025, o EP Calunga Grande traz duas faixas que são uma imersão em ancestralidade, emoção e experimentação. “Perfume de Mar” é uma criação autoral que explora a relação intensa com o mar como espaço de cura, liberação e renascimento. Já “Beira Mar” revisita a tradição do Vale do Jequitinhonha, conectando gerações e celebrando a cultura popular através de uma interpretação contemporânea. A escolha da data do lançamento, em homenagem à Rainha do Mar, Iemanjá, reforça a espiritualidade que permeia todo o trabalho.

Outro ponto que nos impressionou profundamente foi a capa do EP, feita pela fotografa Bia Iacobelli que é simplesmente espetacular. Uma arte que transmite a essência da música, conecta o espectador com a ancestralidade e o universo simbólico que a Sonial constrói. Na Divergent Beats, nós valorizamos não apenas a música, mas também toda a parte visual, e aqui a Sonial acerta em cheio — é uma das capas mais sensacionais e impactantes de 2025.

Creditos: Bia Iacobelli

O EP Calunga Grande é um daqueles trabalhos que te transporta para outro universo. Nós amamos cada detalhe: desde a sonoridade cuidadosamente construída, que mistura psicodelia, rock progressivo e elementos afro-brasileiros, até a estética visual, que é simplesmente sensacional. As duas faixas funcionam como portas de entrada para o mundo da Sonial — sensível, ancestral, profundo e, ao mesmo tempo, contemporâneo. Para nós, este é um EP que exige várias audições, porque a cada vez que você ouve, descobre camadas novas, sentimentos escondidos e detalhes que tornam a experiência única. É um espaço sonoro que fala com quem sente, que conecta passado e futuro, tradição e inovação. Um EP obrigatório para qualquer playlist que valorize criatividade, coragem artística e música de impacto.

Ivan Jude Gorini



Calunga Grande: Sonial and the sonic journey between ancestry and modernity

Brazilian experimental indie music never ceases to surprise us, and Sonial is no exception. After falling in love with their single “Joana,” the Calunga Grande EP arrives to show that this band from São Paulo is ready to redefine the progressive rock scene with psychedelic touches and deep connections to cultural and spiritual traditions. At Divergent Beats, we are completely enchanted by the power and depth of this work — sonically, visually, and symbolically.

Comprised of Bruno Hideaki (vocals, guitar, percussion), Lucas Vilarinho (guitar), Vitor Alves (bass, sampler), Leonardo Galeano (keyboard, guitar, guitar), Caetano Farias (flute, saxophone, clarinet), Caué Verde(accordion, synthesiser), Kaique Pássaros (trumpet), and Marco Henrique (drums), Sonial was formed with the aim of exploring Brazilian experimental rock. Their compositions blend psychedelia with regional elements, questioning humanity, spirituality, and everyday life, with deeply reflective lyrics. The band establishes itself as an emerging force, challenging norms and proposing new ways for audiences to connect sonically.

Released on 8 December 2025, the Calunga Grande EP offers two tracks that immerse the listener in ancestry, emotion, and experimentation. “Perfume de Mar” is an original composition exploring the intense relationship with the sea as a space for healing, release, and rebirth. “Beira Mar” revisits the folk traditions of the Vale do Jequitinhonha, connecting generations and celebrating popular culture through a contemporary interpretation. The release date, in honour of the Queen of the Sea, Iemanjá, reinforces the spirituality that permeates the entire work.
Another aspect that impressed us deeply was the EP cover, which is simply spectacular. The artwork by Bia Iacobelli conveys the essence of the music, connecting the viewer with ancestry and the symbolic universe Sonial creates. At Divergent Beats, we value not only music but also the visual side, and here Sonial nails it — one of the most stunning and impactful covers of 2025.

The Calunga Grande EP is one of those works that transports you to another universe. We love every detail: from the carefully crafted sound, mixing psychedelia, progressive rock, and Afro-Brazilian elements, to the visual aesthetics, which are simply outstanding. Both tracks serve as gateways into Sonial’s world — sensitive, ancestral, profound, and at the same time contemporary. For us, this is an EP that demands multiple listens, as each time you hear it, new layers, hidden feelings, and details emerge that make the experience unique. It is a sonic space that speaks to those who feel, connecting past and future, tradition and innovation. An essential EP for any playlist that values creativity, artistic courage, and impactful music.

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