Alguns artistas chegam como cicatriz — não pela dor, mas pela beleza crua que deixam marcada na gente. É assim que vemos Lean, esse cantor brasileiro de voz naturalmente rouca que lembra aquela mítica descrição de Janis Joplin: Scar of a Sweet Paradise. Porque Lean faz exatamente isso: ele arranha a pele, a alma e os pensamentos da gente usando apenas a própria voz.
Lean está de volta com “Pelo Céu e o Inferno das Coisas”, seu segundo álbum, lançado em 21 de Novembro. Um trabalho que inaugura um novo ciclo criativo para o artista, explorando contrastes emocionais, rotinas adultas, desejos, caos, respiros e pequenos brilhos que aparecem no meio da vida. São 11 faixas que funcionam como crónicas sonoras — pedaços íntimos de quem tenta sobreviver entre luzes e sombras.
A estética do álbum é uma mistura madura de pop, indie, rock alternativo, MPB e texturas mais urbanas, sempre guiada pela assinatura de Lean: guitarras vivas ao fundo, violões cheios de camadas, beats suaves, uma atmosfera que te pega e te leva.
E, claro, aquela voz. Aquela voz que parece vir de algum lugar entre o peito e o abismo.
Esse álbum mexeu com a gente.
Te pega logo no início e vai crescendo faixa após faixa, como se estivesse abrindo portas que você nem sabia que existiam dentro de si.
A nossa música favorita? “O Que Falta?” — Okifauta, como você falou.
Uma música que bate forte, sincera, crua e bonita. Daquelas que você volta para ouvir de novo e de novo.
O mais impressionante do disco é como Lean mistura estilos diferentes sem perder identidade. O som das guitarras elétricas, sempre presente, funciona quase como uma segunda voz — guiando, empurrando, iluminando.
É um álbum para ser ouvido várias vezes, porque a cada nova audição você descobre um detalhe: um arranjo escondido, uma frase que passa despercebida da primeira vez, uma emoção que aparece só quando você já está dentro do universo dele.
“Pelo Céu e o Inferno das Coisas” é isso: um convite para sentir tudo.
Para mergulhar no caos, na calma, na dúvida, no desejo.
Um álbum honesto, maduro e completamente inesquecível.
Ivan Jude Gorini
Pelo Céu e o Inferno das Coisas — Lean embraces light, chaos, and everything in between
Some artists don’t simply make music — they arrive like a scar. Not the painful kind, but the kind that marks you with raw beauty. That’s how Lean lands in the world: with that naturally raspy voice that instantly reminded us of the way Janis Joplin was once described — Scar of a Sweet Paradise. Lean has that same power: he scratches your skin, your mind and your soul using nothing but his voice.
Lean returns with “Pelo Céu e o Inferno das Coisas”, his second studio album, released on 21 November. A project that opens a new creative chapter for the artist, exploring emotional contrasts, adult dilemmas, moments of chaos and moments of calm — all those small flashes of light that appear in the middle of everyday life.
Across 11 tracks, the album feels like a set of sonic diaries — intimate reflections from someone learning to exist between heaven and hell.
Sonically, the project blends pop, indie, alt-rock, MPB and subtle urban textures, all guided by Lean’s unmistakable signature: electric guitars shimmering in the background, layered acoustic strings, soft beats, and a warm atmosphere that wraps around you.
And, of course, that voice.
That voice that feels like it comes from somewhere between the chest and the edge of a cliff.
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Our review — Divergent Beats
This album really got under our skin.
It grabs you from the very beginning and keeps unfolding, track after track, opening emotional doors you didn’t even know were there.
Our favourite track? “O Que Falta?” — Okifauta.
A brutally sincere, beautiful song. The kind you instantly replay.
What impressed us most is how seamlessly Lean blends different styles while keeping his identity intact. The electric guitars — always present — feel like a second voice, pushing and guiding the emotional tone of the entire album.
This is an album you must listen to more than once.
Every time you go back, you find a new detail: a hidden arrangement, a line you didn’t catch before, a feeling that only surfaces once you’re already inside his universe.
“Pelo Céu e o Inferno das Coisas” is exactly that: an invitation to feel everything.
To dive into chaos, calm, confusion, desire.
A deeply honest, mature and unforgettable album.




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