Alguns artistas não só lançam música — eles deslocam o ar.
Mateus Moura é exatamente esse tipo de artista. Nascido no Rio de Janeiro e criado no Pará, ele carrega na voz e nos dedos a memória de duas geografias que se cruzam: o calor do litoral e a alma profunda da floresta. Cantor, compositor, instrumentista, produtor cultural e diretor musical, Mateus tem deixado sua marca tanto nos projetos coletivos — como Les Rita Pavone, o grupo Manto e o Ponto de Cultura Boi Vagalume — quanto na sua caminhada solo, onde revela a sua identidade mais íntima.
A Imitação do Vento — um diário cantado, um mapa espiritual
Seu primeiro álbum solo, A Imitação do Vento, não é apenas um conjunto de canções. É um ritual. É um diário de viagens internas, como páginas arrancadas de retiros espirituais em meio à Amazônia. São 12 faixas compostas por Mateus, que navegam entre baião, valsa, MPB e ritmos nortistas, com participações luminosas de vozes paraenses como Lariza, Mainumy, Mali Guedelha e artistas dos seus projetos paralelos.
Gravado entre 2020 e 2025 no Guamundo Home Studio, ao lado do produtor musical Renato Torres, o álbum mergulha em uma estética minimalista, onde a sofisticação nasce da simplicidade. É música que respira. Música que deixa o silêncio falar. Música que nasce do chão do Pará e se abre como vento amazônico.
Esse álbum tem algo raro: ele te puxa para dentro.
Assim que você dá play, você já está lá — no Pará, no Brasil profundo, respirando umidade e poesia. Mateus Moura é um cantautor terral, visceral, poético, e cada música parece carregada de história, de cuidado, de raízes. Há uma pesquisa sonora evidente, uma atenção minuciosa a timbres, arranjos, vozes e participações que fazem o álbum brilhar do começo ao fim.
O disco traz um Brasil real, vivo, com todas as suas nuances culturais e afetivas. As melodias são solares, a voz é íntima, e tudo soa profundamente verdadeiro.
E o mais interessante: há muito do Mateus em cada faixa, como se ele estivesse entregando fragmentos da própria memória, da própria terra.
Para nós do Divergent Beats, É um álbum que acolhe, cura, inspira.
Um álbum que lembra a riqueza infinita da música brasileira — tão plural, tão sofisticada, tão nossa.
Ivan Jude Gorini
Mateus Moura and the Wind that Moves the Soul: A Brazil that Breathes Within Us”
Some artists don’t just release music — they shift the air around them.
Mateus Moura is exactly that kind of artist. Born in Rio de Janeiro and raised in Pará, he carries in his voice and craft the memory of two landscapes: the salt of the coast and the deep soul of the forest. Singer, composer, instrumentalist, cultural producer and musical director, Mateus has built a solid path through collective projects — such as Les Rita Pavone, Manto and Boi Vagalume — while his solo work reveals his most intimate artistic identity.
A Imitação do Vento — a sung diary, a spiritual map
His first solo album, A Imitação do Vento, isn’t just a collection of songs. It’s a ritual. A diary of inner journeys, like pages lifted from spiritual retreats scattered across the Amazon. Across 12 tracks written by Mateus, the album drifts through baião, waltz, MPB and northern Brazilian rhythms, featuring luminous contributions from artists like Lariza, Mainumy, Mali Guedelha and collaborators from his previous projects.
Recorded between 2020 and 2025 at Guamundo Home Studio with producer Renato Torres, the album embraces a minimalist aesthetic — where sophistication comes from simplicity. This is music that breathes. Music that leaves room for silence. Music born from Pará’s soil, expanding like an Amazonian breeze.
This album has something rare: it pulls you inward.
The moment you hit play, you’re already there — in Pará, in the heart of Brazil, breathing humidity and poetry. Mateus Moura is a grounded, poetic, deeply rooted singer-songwriter, and each track feels shaped by history, care, and ancestry. The sound research is immense — you can hear the intention in every instrument, every vocal layer, every collaboration.
The record carries a Brazil that is real, alive, full of cultural and emotional nuance. The melodies glow, the voice feels intimate, and everything sounds profoundly truthful.
And what’s most striking: there is so much of Mateus in every song, as if he were handing over pieces of his land and memory.
For us at Divergent Beats, is an album that holds you. That heals you. That inspires you.
A work that reminds us of the endless richness of Brazilian music — plural, sophisticated, and undeniably ours.




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