Depois de sete anos desde Dance Fever, Florence Welch retorna com seu sexto álbum de estúdio — Everybody Scream — um projeto que chega de forma quase inesperada, mas no momento mais perfeito possível. Para os fãs, é como um reencontro com a essência de Florence: intensa, mágica, vulnerável e ainda mais poderosa.
Desde os primeiros segundos, é impossível não sentir que Everybody Scream é mais do que um álbum — é uma purificação. É Florence despindo-se de camadas, gritando não apenas para o mundo, mas para si mesma. Ela fala de cura, morte, recomeço, e dessa busca eterna por ser — e permanecer — suficiente. É o tipo de mensagem que ecoa fundo em uma geração que tenta se reinventar todos os dias em meio ao caos.
Cada faixa é um portal. Da visceral Everybody Scream à espiritual Perfume and Milk, o disco costura o místico com o terreno, o sagrado com o pop, o sofrimento com a dança. É um álbum que conversa com How Big, How Blue, How Beautiful, mas também o ultrapassa — mais maduro, mais cru, e com uma produção que abraça o rock, o dark folk e o gótico em harmonia perfeita.
Florence não apenas canta — ela exorciza. Há momentos em que parece que ela escreveu o álbum como um presente para si mesma, uma carta de libertação. Mas, no processo, entrega também um presente para todos nós. É sobre dor transformada em arte, e sobre o poder que existe quando finalmente deixamos o grito sair.
Everybody Scream é, sem dúvidas, um dos melhores trabalhos da sua carreira. Um disco de 30.000 estrelas — daqueles que você escuta inteiro, de olhos fechados, respirando cada verso como se fosse uma oração.
Ivan Jude Gorini
Florence + The Machine — Everybody Scream: the scream that heals and crowns
After seven years since Dance Fever, Florence Welch returns with her sixth studio album — Everybody Scream — a record that arrived almost unexpectedly, yet at the most perfect time. For long-time fans, it feels like coming home to Florence’s essence: intense, magical, vulnerable, and more powerful than ever.
From the very first track, it’s clear this album is more than music — it’s a cleansing. Florence strips herself bare, screaming not just to the world but to her own heart. She sings about healing, death, rebirth, and the eternal struggle of trying to stay whole in a world that constantly demands more. It’s an album that resonates deeply with our generation — the one still learning how to breathe while breaking and rebuilding.
Every song is a portal. From the visceral Everybody Scream to the ethereal Perfume and Milk, the record weaves together mysticism and reality, pain and ecstasy, tragedy and beauty. It echoes the emotional depth of How Big, How Blue, How Beautiful, yet it grows beyond — it’s more mature, more human, and sonically braver, dancing between rock, dark folk, and gothic tenderness.
Florence doesn’t just sing — she exorcises. There’s a sense this album was written as a gift to herself, a ritual of release. But in doing so, she gives a gift to all of us. It’s a reminder of how pain can become art, and how powerful it is when you finally let the scream come out.
Everybody Scream is not just an album — it’s an experience. A 30,000-star masterpiece that you don’t just listen to, but live through.




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