Há algo de mágico em quando uma banda decide olhar para o que sobrou — e transformar isso em ouro. Rebarba, o novo EP da Varanda, é exatamente isso: um mergulho sensível nas sobras preciosas do processo criativo de Beirada, o disco de estreia do grupo mineiro que já tinha conquistado a gente com sua estética indie, meio psicodélica, meio boêmia, completamente sincera.
Formada em Juiz de Fora (MG), a Varanda é dessas bandas que respiram autenticidade. A voz de Amélia do Carmo desliza entre as guitarras de Mário Lorenzi, o baixo de Augusto Vargas e a bateria de Bernardo Merhy, criando uma atmosfera que é ao mesmo tempo suave e cortante, delicada e crua. Com Rebarba, o quarteto mostra que o que fica de fora às vezes carrega mais alma do que o que vai para o centro.
O conceito do EP — “rebarba” como o que sobra do corte, o que não se encaixa mas ainda brilha — é genial. E o som acompanha essa ideia perfeitamente: entre melodias sonhadoras e arranjos que te envolvem, há um sentimento de expansão, de descoberta.
As cinco faixas te transportam para um lugar entre o sonho e o cotidiano, onde a voz da Amélia te embala e as guitarras te fazem flutuar. É um EP que te pede pra fechar os olhos e simplesmente sentir.
Nós amamos Rebarba. É um daqueles trabalhos que soam livres, feitos com o coração, sem a preocupação de agradar — e é justamente isso que o torna tão bom.
Varanda reafirma com esse lançamento que a cena independente brasileira está viva, pulsante e cheia de frescor.
Um EP bonito, moderno, e — vamos falar a real — muito foda.
Rebarba: when leftovers become art — Varanda turns excess into poetry
There’s something magical about when a band chooses to look at what’s left behind — and turns it into gold. Rebarba, the new EP by Varanda, is exactly that: a tender dive into the precious leftovers of their debut album Beirada, from the Juiz de Fora (MG) collective that already had us hooked with their indie, slightly psychedelic, beautifully bohemian sound.
Varanda is one of those bands that breathe authenticity. Amélia do Carmo’s voice glides effortlessly between Mário Lorenzi’s guitars, Augusto Vargas’ bass and Bernardo Merhy’s drums, creating an atmosphere that feels both soft and sharp, delicate and raw. With Rebarba, the quartet proves that what’s left aside often carries even more soul than what makes the final cut.
The concept — “rebarba” as the leftover edge, the imperfect piece that still shines — is brilliant. And the sound mirrors that idea perfectly: dreamy melodies, layered arrangements, and that sense of emotional release that pulls you in.
Across its five tracks, Rebarba takes you somewhere between dream and reality, where Amélia’s voice holds you gently while the guitars make you drift away. It’s an EP that invites you to close your eyes and just feel.
We loved Rebarba. It’s one of those records that sound free, made from the heart, unbothered by expectations — and that’s exactly what makes it great.
With this release, Varanda reminds us that Brazil’s independent scene is alive, pulsing and full of freshness.
A beautiful, modern, and — let’s be honest — really damn cool EP.




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