Pedro Bienemann não é novato na cena. Músico que já dividiu palco com Jadsa, cofundador do duo 131 com Lumanzin, e figura ativa na música independente brasileira há mais de uma década, ele chega agora ao momento que muitos esperavam: o lançamento de seu primeiro álbum solo, Ondas de Choque e Calor, no dia 14 de agosto de 2025 pela Matraca Records.
E o hype era real. Depois de ouvirmos o single “Não te falta nada”, lançado como prévia, sabíamos que vinha coisa grande por aí. A faixa já trazia um frescor absurdo, uma densidade poética e um instrumental que apontavam para um disco ousado, capaz de transformar a MPB em algo além do esperado.
Nós, do Divergent Beats, ouvimos o álbum do começo ao fim, várias vezes. E a sensação é única: um verdadeiro mergulho em camadas sonoras que vão da MPB ao rock psicodélico, passando pela eletrônica e por uma poesia que arde e acalma ao mesmo tempo. Não é só música: é uma experiência estética e emocional.
As palavras das canções são o que mais nos marcaram. Há um peso geracional ali, um olhar sobre o amor, a insatisfação, a memória e a esperança que parecem traduzir a própria juventude brasileira de agora. É impressionante como Pedro, com mais de 10 anos de trajetória, conseguiu condensar tudo isso em um só trabalho — e ainda entregar algo novo, inesperado, que conversa com o presente mas soa atemporal.
Até a capa do disco é statement: cores vibrantes, cheias de energia, quase um reflexo visual das ondas sonoras que o álbum propõe. É cool, é marcante e é totalmente a cara de 2025.
Esse não é um disco para ouvir uma vez só. Ele pede repetição, pede contemplação. E a cada nova audição, alguma camada se revela, seja na sutileza da produção, seja em uma palavra que ecoa diferente. Ondas de Choque e Calor deixa um rastro. Um daqueles registros que grudam na memória e marcam uma geração.
Pedro Bienemann não está apenas lançando um disco: está abrindo um portal. E a gente já atravessou.
Ivan Jude Gorini
Ondas de Choque e Calor: Pedro Bienemann opens a new era for MPB
Pedro Bienemann is no newcomer. Having played alongside Jadsa, co-founded the duo 131 with Lumanzin, and been part of Brazil’s indie scene for over a decade, he now reaches a long-awaited milestone: the release of his first solo album, Ondas de Choque e Calor, on August 14, 2025, via Matraca Records.
And the hype was justified. After listening to the single “Não te falta nada”, released as a teaser, we knew something big was coming. That track alone carried both freshness and poetic depth, with an instrumental that pointed to an ambitious record, capable of reimagining MPB into something bold and unexpected.
Here at Divergent Beats, we played the album start to finish — more than once. The feeling is undeniable: a true sonic journey weaving through MPB, psychedelic rock, and electronic textures, with lyrics that burn and soothe all at once. This isn’t just music — it’s an aesthetic, emotional experience.
The words of the songs hit the hardest. There’s a generational weight here, a look at love, dissatisfaction, memory, and hope that feels like a mirror to Brazilian youth right now. It’s striking how Pedro, with more than ten years of career behind him, managed to craft something so new, so unexpected, and so timeless.
Even the album cover feels like a statement: vibrant colors full of energy, a visual echo of the sound waves the record creates. It’s cool, striking, and totally in tune with 2025.
This isn’t an album you listen to just once. It asks for replay, for attention, for immersion. And with every listen, another layer unfolds — whether in the subtle production details or in a lyric that resonates differently. Ondas de Choque e Calor leaves a mark. One of those records that stick, shaping memories and shaping a generation.
Pedro Bienemann isn’t just releasing an album. He’s opening a portal. And we’ve already stepped through.




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